Feito para passar pela sua área de segurança
O ZABAPME nasceu no mundo SAP corporativo — banco, governo, indústria. Esta página existe porque a primeira reunião de uma POC nossa é com o time de segurança, não com o de desenvolvimento. Aqui está o que respondemos antes de perguntarem.
Onde a inteligência artificial roda
As chamadas de IA do ZABAPME passam pelo Amazon Bedrock, o serviço gerenciado de modelos de fundação da AWS. Isso não é detalhe de implementação: é o que sustenta as três garantias abaixo, porque são compromissos contratuais publicados pela própria AWS, não promessas nossas.
- Seu código não treina modelos. Entradas e saídas processadas pelo Bedrock não são usadas para treinar nem para melhorar nenhum modelo de fundação.
- O provedor do modelo não vê seu tráfego. A AWS não compartilha o conteúdo das chamadas com os provedores dos modelos.
- Não há armazenamento do conteúdo. O Bedrock não retém as entradas e saídas do serviço após o processamento.
Os termos completos e atualizados ficam na documentação da AWS. Quando eles mudarem, esta página muda junto.
Ativar é sempre um ato humano
Esta é a regra mais importante da plataforma, e ela não tem exceção nem configuração que a desligue.
O agente escreve o objeto, salva a versão inativa e roda o syntax check no seu próprio sistema. Aí ele para. A ativação — o momento em que o código passa a valer no ambiente — exige a confirmação explícita de uma pessoa, com o diff à vista. Vale para classe, programa, tabela, CDS, tudo.
Dito de outro jeito: o ZABAPME automatiza o trabalho, não a decisão. Nenhum objeto do seu SAP muda de estado sem alguém do seu time clicar em aprovar.
A autorização é a do seu usuário
O ZABAPME conecta-se ao SAP via ADT — o mesmo protocolo REST que o Eclipse do seu time já usa — e entra com as credenciais de cada desenvolvedor. Consequências práticas:
- O que o desenvolvedor não pode fazer na SE80, o agente também não pode. Perfis, objetos de autorização, mandantes e bloqueios continuam valendo exatamente como estão.
- Não existe usuário técnico com poderes ampliados operando por trás. Não há como um agente contornar uma restrição que o SAP aplica à pessoa.
- Cada ação chega ao SAP identificada, e aparece nos logs padrão do sistema como qualquer outra ação daquele usuário.
Nada instalado no seu servidor para começar
A versão Individual funciona sem transportar um único objeto para o seu ambiente. Sem tabela Z, sem add-on, sem chamado para o time de Basis. O desenvolvedor instala o aplicativo na máquina dele, aponta para o sistema e trabalha.
A versão Enterprise, que traz workflow, workbook e auditoria dentro do SAP, é entregue como request de transporte — auditável, revisável e reversível pelo seu processo normal de transporte, como qualquer add-on SAP.
Trilha de auditoria
Toda operação de IA é registrada com quem pediu, o que foi enviado, o que voltou, quanto consumiu e quem aprovou. A trilha nasce da necessidade de cobrar por consumo — e por isso é completa por construção, não um recurso opcional que alguém pode desligar para economizar.
- Prompt, objeto alvo, modelo usado e contagem de tokens de cada operação.
- Autor da solicitação e aprovador da ativação, com data e hora.
- Diff entre a versão anterior e a gerada, preservado para conferência posterior.
Dado sensível antes de sair
Código de cliente carrega dado pessoal em lugares que ninguém lembra: literal de teste embutido, comentário com nome e CPF de quem abriu o chamado, massa de exemplo dentro de uma constante. Tratamos isso como requisito, não como recurso.
O ZABAPME aplica mascaramento de dados sensíveis no contexto antes do envio, e o escopo exato do que é mascarado é configurável pela sua área de segurança — porque o que conta como sensível muda de setor para setor.
Desligar em minutos, não em ciclo de transporte
Existe um kill switch em customizing: uma configuração que desabilita a integração com IA imediatamente, sem transporte e sem deploy. Um cliente que precise interromper o uso durante um incidente faz isso em minutos, pela própria equipe.
LGPD
O ZABAPME é construído para operar como operador de dados pessoais na relação com o cliente, que permanece o controlador. As bases dessa relação — finalidade, escopo, retenção, subcontratados e canal do encarregado — são formalizadas em contrato e no aviso de privacidade.
Os elementos técnicos que sustentam essa posição são os desta página: minimização por mascaramento antes do envio, ausência de retenção de conteúdo pelo provedor de IA, trilha de auditoria e controle de acesso herdado do próprio SAP.
O que ainda não temos
Vale mais dizer do que deixar você descobrir na diligência.
- Certificações. Não temos ISO 27001 nem SOC 2. Somos uma empresa nova; quando tivermos, estará nesta página com o relatório disponível.
- Residência de dados no Brasil. Ainda não prometemos processamento exclusivamente em região brasileira — o roteamento entre regiões do Bedrock está em avaliação. Preferimos não afirmar antes de poder comprovar.
- Documentação formal de segurança. O questionário de fornecedor e a arquitetura detalhada são fornecidos sob demanda, na conversa comercial.
Sua área de segurança tem uma pergunta que não está aqui? Mande para a gente — respondemos por escrito, e o que for de interesse geral vira parágrafo nesta página.